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Um balanço da JAM no MAM em 2019

Mesmo encarando dificuldades para se manter ativo num ano em que muitos projetos culturais de todo o Brasil sofreram por falta de patrocínio, a JAM no MAM, iniciativa da Huol Criações, tem motivos para comemorar. O público que esteve presente às performances musicais em 2019 pôde conferir 24 músicos de destaque na cena instrumental nacional se revezando em diferentes formações da banda Geleia Solar. Somando-se aos 137 músicos que participaram de “canjas” ao longo do ano, a JAM confirmou mais uma vez sua vocação de espaço democrático para a experimentação artística através do jazz e suas vertentes.

Panteras Negras na JAM no MAM. Foto Lígia Rizério

Artistas como o saxofonista Marcelo Martins, o contrabaixista Nino Bezerra, o baterista Guimo Migoya, a flautista Elisa Goritzki, a sanfoneira Lívia Mattos e o guitarrista Wadson Calasans dividiram a JAM com dançarinos do projeto “Dança na JAM”, com o artista visual Ray Vianna e com os grupos Rowney Scott Quarteto, Panteras Negras, Santini & Trio e Coletivo Rumpilezzinho. Todos interessados em criar e trocar experiências sonoras com a banda Geleia Solar, que assume mais uma vez o papel de protagonista na última JAM de 2019, em mais uma performance inédita e imprevisível.

Ivan Huol na JAM no MAM

“Nessas duas décadas muitos foram iniciados na apreciação do jazz, sejam músicos ou leigos”, comenta Ivan Huol, diretor artístico da JAM, lembrando que o ano de 2019 marcou também o aniversário de 20 anos do projeto. Para ele, a JAM no MAM continua sendo uma ação fundamental para a cena musical baiana, tanto na área cultural quanto para o turismo local. “Hoje a JAM apresenta ainda mais qualificação, fruto dessa vocação, dessa tradição pela música instrumental em nossa cidade, o que causa surpresa a muitos visitantes desavisados”, conclui.

Que 2020 chegue com mais liberdade, mais música e mais JAM que esse distópico 2019. Nosso próximo encontro será no próximo ano, no dia 25 de janeiro. Até já. Feliz Ano Novo!

JAM no MAM