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Pela força que conquistou nos últimos 20 anos, tanto em relação à formação de músicos quanto no que diz respeito à criação de um público cativo no consumo da música instrumental com referências jazzísticas, a JAM no MAM possui representatividade internacional que garante ao projeto o status de ser um dos mais queridos, longevos, conhecidos e assíduos projetos culturais baianos.

 

De 25 de agosto de 2007 até hoje foram realizadas mais de 500 JAMs, com uma média de 1.270 pessoas por sábado, ou seja, mais de 600 mil pessoas formando um público presencial para a música instrumental made in Bahia! Mas muitos perguntam:

Com um público tão grande, por que a bilheteria da JAM não garante as sessões musicais de todo sábado?

Porque o ingresso é muito barato e não cobre os custos do evento. Para depender exclusivamente da bilheteria, o valor do ingresso na JAM no MAM deveria ser atualmente de R$ 25,00, e precisaríamos contar com mais de 700 pessoas por sessão pagando esse valor! Mas como a produção da JAM no MAM sabe que ingressos a preços populares são um ativo importante para o projeto, o patrocinador arca com 2/3 desse valor (o que faz com que consigamos manter a inteira a R$ 10,00).

Ou seja, os valores populares dos ingressos, de R$ 10,00, inteira, e R$ 5,00, meia (que são importantes para a formação do público de várias gerações de jovens músicos baianos em formação na arte da improvisação jazzística), só são possíveis porque recursos vindos de patrocinadores complementam o valor que é cobrado ao público para que a qualidade de todos os itens envolvidos em cada jam session seja garantida.

A bilheteria da JAM no MAM já foi suficiente para a realização do projeto em algum momento?

Não. Nunca! Desde o seu primeiro momento, a JAM no MAM nunca foi subsidiada exclusivamente pela bilheteria! Inicialmente as jam sessions no MAM eram gratuitas (1993 a 2001) e seus custos eram bancado exclusivamente pelo Governo do Estado da Bahia (FUNCEB). Quando passou a contar com ingressos pagos (a partir de 2007), os valores populares do acesso eram subsidiados por um patrocinador, público ou privado. Hoje a situação está mais difícil, porque existem poucos editais públicos e de empresas privadas; quando existem, eles contemplam cada vez menos eventos dessa natureza (como a JAM no MAM). Basta ver que muitos eventos já tradicionais e festivais consagrados foram cancelados, ou drasticamente reduzidos. A campanha FÃ da JAM é uma possibilidade de encontrar novos caminhos de subsidiar todos os custos de produção, para que a JAM no MAM nunca pare!

Como o dinheiro é investido em cada JAM no MAM?

Entre os itens que precisam ser pagos para que a JAM aconteça, estão:

  • Músicos da banda base
  • Técnicos de som e luz
  • Contrarregras
  • Equipe de limpeza e serviço gerais
  • Segurança
  • Bilheteiros
  • Produtores e assistente de produção
  • Comunicação (fotos, vídeos, assessoria e mídias digitais)
  • Locação de computador, instrumentos e equipamento de som/luz
  • Locação de banheiros químicos
  • Confecção de ingressos e materiais gráficos
  • Manutenção de bancos, praticáveis, toldos, lixeiras, bilheteria e demais equipamentos que compõem a estrutura da JAM

Se no início da década de 1990 era possível realizar a JAM no MAM com poucos recursos, a legislação atual envolvida na produção de um evento como o nosso exige investimentos que encarecem todo o processo.

Hoje o mundo todo discute a situação delicada de ajustes (financeiros, estruturais, políticos, subjetivos, concretos) que precisam ser feitos a partir de uma nova e renovadora economia criativa. No Brasil não é diferente. Na JAM no MAM não é diferente! É por isso que surge a campanha FÃ da JAM!

O valor arrecadado na campanha é investido como demonstrado no quadro abaixo:

 

A JAM no MAM é um projeto musical que adquiriu um contorno ímpar, por conta da fidelidade do seu público e dos artistas que viraram fãs. A campanha FÃ da JAM é uma  possibilidades de desenvolver novos caminhos capazes de viabilizar parcerias que permitam soluções para manter o projeto vivo. Ela será desenvolvida, portanto, enquanto estiver sendo uma ferramenta que faça sentido para a realização do projeto, mas com o desejo que aponte a todos nós caminhos possíveis de seguir numa construção cultural autônoma, democrática e ininterrupta!