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O termo jam, que em inglês também significa "geleia", vem das iniciais Jazz After Midinight. Nos anos 1950, nos EUA, depois da meia noite, ao saírem dos seus concertos nas Big Bands, os músicos se reuniam para fazer o que eles mais gostavam: improvisar!

Criando uma verdadeira “sessão geleia”, surgiam assim as famosas jam sessions. Em Salvador, a JAM no MAM faz uma inversão das tradicionais jam sessions: antes dos músicos saírem para tocar nas inúmeras festas que acontecem na cidade, eles têm a oportunidade de se reunir ao pôr do sol. 

Para seus criadores, a JAM no MAM surgiu de uma necessidade de se fazer música fora dos formatos habituais do mercado baiano. Mercado esse que, ao mesmo tempo em que emprega e estimula a mão de obra local, tira de circulação a figura do músico idealista, que se dedica a um tipo de música considerado “fora dos padrões” das rádios, festas e casas de espetáculo locais.

Representando um espaço aberto à participação de quaisquer instrumentistas, desde que sejam profissionais ou em formação, as jams passam a ser um dos poucos espaços na cidade para a prática do jazz com total liberdade artística, possibilitando o exercício da improvisação. Além de contribuir para a formação de plateia da música instrumental e para o intercâmbio entre músicos que estejam de passagem na cidade, o projeto proporciona um espaço aberto para que artistas jovens, ainda em formação, possam tocar e exercitar a arte da improvisação ao lado de músicos profissionais.