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Arte da JAM no MAM Arte da JAM no MAM

Confira os destaques da noite que homenageou o jazz brasileiro!

 A edição da JAM no MAM realizada no último 25 de abril transformou nossa jam session em um ponto de encontro para a música instrumental brasileira, em uma noite que antecipou, à sua maneira, o Dia Internacional do Jazz (30/04). Em vez de recorrer ao repertório tradicional associado à data, a proposta foi deslocar o foco para a produção nacional, explorando suas conexões com a linguagem jazzística.

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Seguindo a ideia de homenagear o Jazz, a banda Geleia Solar trouxe na abertura um repertório diferenciado, com clássicos da música instrumental brasileira, incluindo alguns temas "inéditos", como: “Música das Nuvens e do Chão” e “Ginga Carioca”, ambos de Hermeto Paschoal, “Café”, de Egberto Gismonti, “Catavento”, de Milton Nascimento, e “Maria 3 Filhos”, de Milton e Fernando Brant.

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Falando de Jazz com “J” maiúsculo, não poderíamos deixar de homenagear o saxofonista Victor Assis Brasil, com dois dos seus temas mais conhecidos: “Waltzing” e “Pro Zeca” – esta última teve sua primeira gravação no disco "Victor Brasil ao Vivo", que foi considerado por Elis Regina como "primeiro álbum de jazz do Brasil", que contou com a participação do nosso baterista maior, o saudoso Lula Nascimento, homenageado também nessa nossa interpretação da Geleia Solar deste sábado.

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A formação para essa abertura também foi escolhida a dedo: Matias Traut, numa aparição especial, recém chegado de uma de suas viagens de transatlântico, fez o trombone. Lucas Decliê, sax alto e flauta. Bruno Aranha no teclado, Paulo Mutti na guitarra e violão e Ivan Huol na bateria e percussão. O baixo ficou a cargo de Giroux Wanziler.

O grande diferencial desta noite foi que as músicas da abertura (a primeira hora da noite) foram ensaiadas, o que deu a possibilidade de um repertório mais elaborado e mais complexo. Este desafio deixou na Geleia Solar a vontade de outras incursões sobre esse riquíssimo repertório, que muitas vezes deixa de ser tocado por não serem acessíveis sem ensaio.

Mas isso não quer dizer que não houveram "canjas" nesse início... Rowney Scott participou brilhantemente em “Música das Nuvens e do Chão”. Já em “Pro Zeca”, além de Scott, André Becker e Gabi Guedes marcaram presença.

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Com o fim da abertura, Ivan Bastos, Ivan Sacerdote, Gabi Guedes, Rowney Scott, André Becker e Angela Veloso completaram a banda base, para além do sexteto de abertura.

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Mas muitos outros artistas participaram da nossa noite musical. Olha só: a pianista paulista Juliana Rodrigues, o cantor Vagner Maciel (que interpretou o clássico “Eu e a Brisa”, de Johnny Alf), a cantora uruguaia Paulina Viroga, o guitarrista argentino Rodrigo Luillera., Jordi Amorim e Vitor Povoas na guitarra, Angela Velloso, Danilo e Vanessa Mello nos vocais, Mixto (guitarra e teclado), Yohan e Tom Firmino (baixo), Ricardo "Floquinho" e Flo Reichle (bateria), e Jeã de Assis (percussão) foram alguns que entraram no palco.

Mesmo com uma agenda cultural movimentada em Salvador na mesma noite, o público compareceu e acompanhou as performances musicais, solos e improvisos com atenção contínua. E houve sinais...! As respostas vieram em aplausos consistentes, indicando a recepção positiva à proposta de uma jam session inteiramente dedicada à música brasileira.

A próxima edição da JAM no MAM já tem data marcada: 30 de maio. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 16 de maio, pela plataforma Sympla, com mais informações a serem divulgadas em breve.

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Onde tem patrocínio da Petrobras, tem Governo do Brasil. A Temporada JAM e Petrobras 2026 tem patrocínio da Petrobras e do Governo do Brasil, através do Ministério da Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura. A JAM no MAM é uma produção da Huol Criações, com direção artística do músico Ivan Huol, e conta também com apoio institucional do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).

Para quem esteve presente, ficam as imagens de uma noite que combinou escuta, troca e experimentação. Para quem não conseguiu ir, a galeria de fotos de Hugo Léo Lourenço oferece um recorte fiel do ambiente — entre o pôr do sol na Baía de Todos-os-Santos e a energia do público reunido em torno da música.

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