Confira os melhores momentos do aniversário da JAM no MAM!
Nossa jam session de aniversário no sábado passado (25/08) foi daquelas em que o repertório se transformou num ponto de partida para encontros ricos, capazes de permitir que cada pessoa festejasse aquilo que a JAM no MAM vem fazendo com maestria há 27 anos: criar música ao vivo e deixar as referências de cada artista se encontrar pela improvisação!

À frente da noite, a Geleia Solar apresentou um repertório que atravessou diferentes tempos e sotaques da música brasileira e do jazz. Olha só que timaço compareceu nessa formação: André Becker (sax alto), Tito pereira (piano elétrico), Erica Sá (percussão), Gabi Guedes (percussão), Giroux Wanziler (baixo), Ivan Bastos (baixo), Ivan Huol (bateria), Lucas Declié (sax), Paulo Mutti (guitarra), Rowney Scott (sax tenor), Vanessa Mello (clarinete e vocal), Danilo Bico de Ouro (trompete), Eduane Rudha (percussão) e Grahan Reines (cornet).

A sonoridade de Moacir Santos apareceu em “Coisa nº 1” e “Kathy”, em um ano que marca o centenário de nascimento do compositor pernambucano. Hermeto Pascoal esteve presente com “Santo Antônio”, enquanto “In a Sentimental Mood”, de Duke Ellington, e “Beauty and the Beast”, de Wayne Shorter, colocaram standards do jazz no mesmo território de canções como “Eu só quero um xodó”, de Dominguinhos, “Avião”, de Djavan, “Como nossos pais”, de Belchior, e “Um tom pra Jobim”, de Sivuca e Oswaldinho do Acordeon.

Algumas músicas foram contextualizadas pelos próprios integrantes da Geleia Solar, criando pontes entre as composições e suas histórias, enquanto outras ganharam novos contornos a partir das intervenções dos músicos que apareceram no palco para festejar com a gente.
No encerramento, “Erê Alabê”, composição instrumental de Ivan Bastos, ganhou voz quando Vanessa Melo improvisou sobre a melodia. É um gesto que resume bem a lógica da JAM: uma composição não precisa permanecer exclusivamente à forma em que foi criada. No palco, ela pode ser atravessada por outro instrumento, outra voz, e seguir por um caminho inesperado.

A experiência também ultrapassou os limites do Solar do Unhão. Pela transmissão ao vivo, a JAM alcançou espectadores em diferentes cidades brasileiras, como Salvador, Joinville, Foz do Iguaçu, Brasília, Londrina, Ribeirão Preto, Muritiba, Maceió, Guaratuba e Montenegro, entre outras localidades.
A sessão permanece disponível no canal da JAM no MAM no YouTube, para quem quiser reencontrar a música daquela noite ou descobrir, pela primeira vez, um pouco do que aconteceu por lá. CLIQUE AQUI que a gente te leva até lá!

A Temporada JAM e Petrobras 2026 tem patrocínio da Petrobras, por meio do Ministério da Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura. A JAM no MAM é uma produção da Huol Criações, com apoio institucional do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e do Museu de Arte Moderna da Bahia. A direção artística é de Ivan Huol e a transmissão tem direção de Paulo Alcântara.
Para quem esteve no Solar do Unhão em 25 de agosto, as fotografias de Lígia Rizério ajudam a reencontrar a atmosfera da noite. Mas, antes de curtir as imagens, anote aí: No dia 12 de setembro tem mais JAM no MAM – dessa vez com uma homenagem à obra e legado de Hermeto Pascoal!